Sobre

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Instituto Secular da Sagrada Família: Identidade e História

O Instituto Secular da Sagrada Família é um dom do Espírito Santo à Igreja, nascido da intuição profética e do coração do seu fundador, o Padre Manuel Antunes. Desde a sua génese, o Instituto tem vindo a trilhar o seu caminho e a desenvolver a sua ação de forma discreta, silenciosa e profunda, atuando exatamente ao jeito de fermento no meio da massa.

O grande desígnio do fundador era que os seus membros fossem pequenas chamas vivas, capazes de "Irradiar o amor de Deus" através de gestos e atitudes concretas que implicassem toda uma vida de fé. Esta presença secular no mundo não se impõe pelo ruído, mas sim pela força transformadora do exemplo, estruturada na simplicidade, no desprendimento, na alegria e no espírito de serviço. Assim, com o firme propósito de consagrar a realidade laical, o Instituto assume a missão de elevar os ambientes onde está inserido, revelando a ternura do Pai no coração do próprio quotidiano.

Quem Somos?

Quem Somos?

Somos leigas consagradas que optámos por seguir Jesus Cristo — Casto, Pobre e Obediente. Procuramos ser um testemunho vivo de amor, simplicidade, desprendimento, alegria e serviço em qualquer ambiente onde estejamos inseridas, à semelhança da Sagrada Família de Nazaré.

A Nossa Missão

A Nossa Missão

Contemplando Jesus Cristo, o Verbo Encarnado que assumiu a nossa humanidade, encontramos a raiz profunda da nossa vocação secular. Confiadas na graça do Espírito Santo, desejamos segui-lo para que o nosso testemunho ajude os homens e as mulheres a descobrir o Amor do Pai e a reconhecer a sua dignidade de filhos de Deus.

O Simbolismo do Emblema

O Simbolismo do Emblema

As duas chamas da candeia acesa simbolizam a nossa missão de irradiar o amor de Deus numa vida de louvor e doação. À semelhança de Jesus na Sua Família, fazemos do nosso trabalho um meio de elevar o mundo para Deus, guiadas pela Sagrada Escritura que sustenta e alimenta a nossa vocação na secularidade.

Padre Manuel Antunes - Fundador do Instituto

Padre Manuel Antunes
Padre Manuel Antunes

O Padre Manuel Antunes nasceu nas Quintas do Sirol, na paróquia de Marrazes (Leiria), a 2 de dezembro de 1906, tendo sido ordenado sacerdote a 7 de abril de 1929. Colocou-se desde logo ao serviço da Diocese de Coimbra, que serviu com um enorme zelo apostólico. Viveu o seu sacerdócio com uma profunda paixão interior, centrada no amor à Eucaristia, no acompanhamento espiritual e numa humildade que não se deixava abater pelas dificuldades.

A sua excecional sensibilidade ao sofrimento humano levou-o a procurar respostas concretas para minorar a miséria nas zonas mais flagrantes de Coimbra. Para estruturar este apoio, fundou recursos fundamentais: a Casa Coimbra (sede do Instituto onde funcionou a Casa de Trabalho), o Centro de Bem-Estar Social da Conchada (para acolher as crianças do bairro) e a Casa na Praia de Mira (destinada a colónias de férias para crianças desfavorecidas e a encontros de formação e recomposição espiritual).

Primeira Consagrada - Dona Maria dos Anjos Pereira
Primeira Consagrada - Dona Maria dos Anjos Pereira

Neste caminho, encontrou providencialmente a Dona Maria dos Anjos Pereira, uma mulher de grande coração que se tornou a primeira consagrada. Juntos, partilhando o ardente desejo de servir os mais frágeis, fizeram germinar a semente do Instituto. Como o próprio fundador lembrava:

«Fostes chamadas para dar glória a Deus pelo vosso testemunho, não só para uma maior santificação pessoal, mas também para cumprirdes uma missão: irradiar o Amor de Deus no coração do mundo.»

Presença e Ação Social

Presença e Ação Social

Ao longo dos anos, o Instituto cresceu através de uma ação social e pastoral ativa: trabalhou na catequese, em creches, jardins de infância e colónias de férias. Através da "Casa de Trabalho", promoveu a valorização profissional de muitas jovens e ofereceu amparo humano e espiritual a famílias em situações de grave vulnerabilidade.

O Reconhecimento Eclesial

O Reconhecimento Eclesial

A 19 de março de 1960, na Festa de S. José, o grupo foi aprovado pela Igreja Diocesana como "Pia União". A sua instituição canónica como Instituto Secular de direito diocesano aconteceu a 26 de junho de 1977, através do decreto episcopal de D. João Alves, então Bispo de Coimbra, selando o compromisso destas leigas com uma vida de comunhão, oração e evangelização.

Um Projeto de Vida Diário

Um Projeto de Vida Diário

A 28 de agosto de 1998, as atuais Constituições do Instituto foram formalmente aprovadas pelo Bispo de Coimbra, D. João Alves. Elas constituem a fonte espiritual onde cada membro bebe diariamente para enraizar o ideal do fundador, imitando a vida oculta da Família de Nazaré para amar e servir, com alegria, os «Famintos de Deus».